ALÉM DO ACASO
Em algum momento de nossas vidas nos deparamos com coincidências, ou seja, acontecimentos que por acaso possuem alguma semelhança sem relação de causa ou consequência. Mas, já parou para pensar que elas podem ser mais do que isso?
Partindo desse princípio, falemos sobre o psicólogo e psiquiatra Carl Gustav Jung, fundador da psicologia analítica e uma figura muito importante para a compressão da mente e comportamento humano.
Ao longo dos seus estudos, Jung passou a perceber que de alguma formas acontecimentos tornavam-se coincidentes mesmo sem uma ligação aparente e denominou tal situação como sincronicidade.
Mesmo tomando consciência sobre a existência desse termo, Carl tinha consigo o receio de ser visto com maus olhos pelos acadêmicos e profissionais de sua área atuante. Somente em 1952, 21 anos depois da descoberta, o psicólogo tomou coragem para expor sua ideia em uma obra chamada “Sincronicidade: um princípio de conexões acausais” juntamente com o físico e vencedor do prêmio Nobel Wolfgang Pauli, onde explicaram detalhadamente sobre o assunto.
Em decorrência disso, atualmente possuímos fatos e argumentos científicos que comprovam a teoria, tornando-a mais do que um conceito filosófico ou algo sensacionalista, mas um caminho para compreender a vida e buscar respostas a partir de nós mesmos e daquilo que nos cerca.
De forma simples e objetiva podemos definir a sincronicidade como uma coincidência significava, que vai além de algo que acontece casualmente, podendo ser considerada uma maneira do universo, da vida ou um ser superior em que acreditamos, comunicar-se conosco, mandando sinais que nos proporcionem reflexões em relação aos caminhos e decisões que estamos ou iremos seguir.
Números repetidos, sonhos, símbolos, palavras, uma música, um encontro repentino ou a ligação de alguém que você acabará de pensar sobre, são apenas alguns exemplos de eventos sincronisticos dos quais vivenciamos diariamente.
Entretanto, estamos tão presos as nossas rotinas que sinais tão simples, mas de suma importância, passam desapercebidos de nosso sentidos e o que acreditamos ser “ironia do destino”, era na verdade uma reposta ou ensinamento que contribuiria muito para a nossa evolução seja ela física, mental ou emocional.
Compreendermos a existência da sincronicidade e as situações em que ela está presente não é algo simples, nem sempre entenderemos com exatidão o real significa do que nos é apresentado, mas estar ciente de que está ela está acontecendo transforma o momento em uma experiência especial.
Contudo, não devemos focar nossas energias em buscar compreender tudo e todas as coisas, mas provocar questionamentos que transformem e causem mudanças significavas em nós e em nossas ações a partir dali.
_Escrito por Maria
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